A Record News é uma rede de televisão aberta brasileira, lançada às 20h, no horário de Brasília, do dia 27 de setembro de 2007[1], dedicada exclusivamente ao telejornalismo. A data de estréia marca os 54 anos da Rede Record (a Rede Record foi fundada em 27 de setembro de 1953, às 20h), que investiu US$ 7 milhões para equipar o canal, que tem 150 jornalistas exclusivos e 100 profissionais de outras áreas, além de uma redação de 1.000 m2, dividida em uma newsroom com 60 posições e um estúdio para gravações[2].
História
Os planos para o lançamento do canal já haviam sido traçados entre o final de 2006 e o início de 2007, pela alta cúpula da Rede Record, com o objetivo de fortalecer o telejornalismo, realizar novas experiências na área e buscar novos talentos para a “emissora-mãe”. Devido a alta penetração da Rede Mulher em centenas de municípios brasileiros via UHF, foi definido que a tradicional emissora daria lugar a nova, assim que esta fosse lançada.
No início de fevereiro, executivos da Rede Record viajaram para Atlanta, nos Estados Unidos, para conhecer a estrutura da famosa rede de notícias CNN, que fica sediada na cidade, e transmite sua programação em escala global. Integraram a comitiva o vice-presidente Marcos Pereira, o diretor de operações e engenharia Reinaldo Gilli, o gerente de informática Anderson Moura, o diretor nacional de jornalismo Douglas Tavolaro, o chefe de redação Clóvis Rabelo e o diretor técnico e de projetos Luiz Seixas.
A Rede Record montou grandes estruturas em todo o país, e adotou uma cartilha do telejornalismo regional, submetendo suas afiliadas a novas regras. O processo, atualmente, ainda se encontra em transição, pois algumas afiliadas relutam em aceitar as novas normas.
Em entrevista ao site Portal Imprensa, Alexandre Raposo, presidente da Record, declarou que o novo canal será um meio de tirar maior proveito dos produtos jornalísticos da emissora, irá fortalecer a marca “Record”, tornando-a ainda mais conhecida, e aumentando as suas possibilidades de crescimento, e atingirá um público qualificado, resultando em um bom faturamento, já que a emissora principal tem 35% de sua receita gerada a partir do telejornalismo.[3]
Os primeiros movimentos do novo canal foi a exibição de uma contagem regressiva para o início das transmissões com seu logotipo. Logo após, começou uma espécie de show de abertura, com a presença do presidente Lula, do governador do estado de São Paulo, José Serra, do prefeito da cidade de São Paulo Gilberto Kassab, do presidente da Record, Alexandre Raposo, e Edir Macedo, proprietário, com protocolo executado por Celso Freitas, e no fim, Fafá de Belém cantou o hino nacional brasileiro.
Programação
Sobre a grade de programação
A Record News tem 19 horas diárias de programação ao vivo (das 6h à 1h, eventualmente até as 03h)[4], e o restante da grade é ocupado por reprises, inclusive de jornais da Rede Record.
A principal atração da Record News é um telejornal com as principais notícias do Brasil e do mundo. O Record News Brasil é apresentado pelo jornalista Eduardo Ribeiro e vai ao ar a partir das 21h. É o primeiro programa transmitido pelo novo canal, que teve, na estréia, a participação especial do presidente Lula e de outras principais personalidades políticas e empresariais brasileiras. [5]
A maior parte da programação é gerada em uma redação de 1.000m² em São Paulo, na sede da Rede Record. Os telejornais regionais são produzidos em Salvador, no Rio de Janeiro, Porto Alegre e em Araraquara, e ainda programas diários gerado em Brasília e Miami. Além de um programa semanal feminino direto de Londres.
Programas da Record News
Distribuição
A Record News ocupou o sinal da Rede Mulher[6], emissora pertencente à Record que foi extinta. Assim, a Record News já estreiou com uma rede de 101 emissoras abertas afiliadas[7]. No entanto, a emissora deixou a desejar em algumas cidades, pois, a qualidade do sinal de transmissão não era suficiente para atingir a todos os municípios em que a Record News afirmava a transmissão em TV Aberta do primeiro canal aberto de Jornalismo.
Cidades como Aracaju e Maceió que possuiam retransmissoras oficiais da Rede Mulher, e que portanto tinham a concessão de transmissão em TV Aberta, não veicularam, e ainda não veiculam, o sinal da Record News, pois o sinal irradiado não é suficiente para a transmissão, deixando no canal que deveria passar o canal de notícias apenas chuviscos, a partir da metade do mês de fevereiro começou a funcionar.
Para resolver esse problema a Record News anunciou investimentos na área de transmissão de imagens com o intuito de atingir a população prometida, no entanto, tal situação são até o momento mera promessas, posto que o canal não conseguiu visibilidade nacional, tendo em vista os problemas acima mencionados, além de ter seu sinal carregado apenas pela NET digital.
A estratégia de utilizar o sinal da Rede Mulher também seria uma maneira de garantir a presença do canal na NET, maior operadora de TV paga do país, pertencente às Organizações Globo. Como a Net já “carrega” a Rede Mulher, a Record News não precisaria enfrentar o “monopólio” imposto pela Globo, que vetaria um concorrente da Globo News na grade da NET.
Entretanto, a coluna Outro Canal da Folha de S.Paulo publicou, em 13 de agosto de 2007, uma nota dizendo que “a Net não é obrigada a distribuir a Rede Mulher em cidades como São Paulo e Rio, onde a emissora tem apenas retransmissoras” e, como o “contrato é para distribuir a programação da Rede Mulher”, um novo conteúdo exigiria nova negociação com a NET (que vetaria o canal, mantendo a Globo News como único canal de notícias em português disponível a seus assinantes). E também quem assiste a Rede Mulher na parabólica analógica poderá acompanhar a partir do dia 27 de setembro a programação da Record News.
Atualmente a Record News, lançada sob intensa propaganda, tem tido problemas de audiência, que gira em torno de 0,2 a 0,4 pontos no IBOPE. Se por um lado por alguns momentos ganha da RedeTV!, por outro perde no número de TVs sintonizadas para a Globo News, mesmo esta sendo um canal de TV por Assinatura.[8].
Por esse motivo a Record está investindo em novos transmissores, com potência consideravelmente maior, inclusive para a cidade de São Paulo.
Polêmica
Segundo o blog Josias de Souza, do dia 27 de setembro, o vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, esteve em Brasília. Ele queixou das autoridades do governo de que, ao levar ao ar o seu canal de notícias 24 horas, em rede de aberta, a Record passaria a operar dois canais televisão numa mesma cidade, São Paulo.[9] O que seria vetado por lei.
Guimarães supostamente teria se encontrado com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a quem cabe zelar pelo sistema de concessões televisivas. Informou-se ao ministro que, além da Globo, também a Rede Bandeirantes compartilhava da reclamação contra a Record.
No entanto, o próprio ministro respondeu que está isento desse assunto e que é imparcial, pois não há irregularidade no caso.
Segundo o que escutou pela imprensa, seria uma suposta reação da Rede Globo de que um canal só de notícias poderá até incomodar em alguns horários, provavelmente em horário de baixa audiência.[10][11]
Aproveitando-se desse boato, a Rede Record veiculou nos dias 1º e 2 de outubro, um editorial de protesto contra Globo e Rede Bandeirantes, mas foi a Globo que foi duramente criticada.[12][13]
Nas declarações oficiais da Record o tema recorrente era um “monopólio” da Globo sobre a TV brasileira. As aspas são porque o Brasil há pelo menos 30 anos já operava com 3 grandes cadeias de alcance nacional, prevalecendo a Globo pelo seu “Padrão de Qualidade”, que agora é seguido pela Record na tentativa bem sucedida de ganhar audiência e incomodar a concorrência