GLOBO

Rede Globo

Rede Globo de Televisão
Globo Comunicação e Participações S.A.

Forma geométrica básica do logotipo da Rede Globo, sem a colorização personalizada por Hans Donner.
Gênero/Tipo Rede de televisão comercial
País Brasil Brasil
Fundação 26 de Abril de 1965 (43 anos)
Extinção  
Fundador Roberto Marinho
Pertence a Organizações Globo
Proprietário  
Presidente Roberto Irineu Marinho
Cidade de origem Rio de Janeiro, RJ
Sede Rio de Janeiro, RJ
Rua Lopes Quintas, 303, Jardim Botânico
Estúdios Rio de Janeiro, RJ
Central Globo de Jornalismo
Rua Von Martius, 22, Jardim Botânico
Rio de Janeiro, RJ
Central Globo de Produção
Estrada dos Bandeirantes, 6700, Jacarepaguá
São Paulo, SP
Central Globo de Produção/SP
Av. Dr. Chucri Zaidan, 46, Brooklin
Slogan A gente se vê por aqui BR
Nosso esporte é torcer pelo Brasil
uso nas olímpiadas
Canal {{{canal}}}
Satélite {{{satelite}}}
Formato de vídeo 240i (LDTV)
480i (SDTV)
1080i (HDTV)
Principais telespectadores {{{faixa_etaria}}}
Afiliações Endemol N.V.
Prefixo  
Cobertura Via satélite: 99,84% do território brasileiro
Significado da sigla {{{significado letras}}}
Emissoras próprias Globo Rio
Globo São Paulo
Globo Brasília
Globo Minas
Globo Nordeste
Emissoras afiliadas Lista completa
Cobertura internacional América
Europa
África
Japão
Nomes anteriores  
Nomes posteriores  
Página oficial redeglobo.globo.com
Disponibilidade aberta e gratuita
analógico Canal 04 VHF (Rio de Janeiro)
Canal 05 VHF (São Paulo)
Canal 10 VHF (Distrito Federal)
digital Canal 29 UHF (Rio de Janeiro)
Canal 18 UHF (São Paulo)
Canal 33 UHF (Belo Horizonte)
Canal 34 UHF (Goiânia)
Disponibilidade por satélite
SKY Brasil Canal 04 (Rio de Janeiro)
Canal 05 (São Paulo)
SKY LA Canal 275
StarOne C2 1430 H
Disponibilidade por cabo
NET Canais 19 e 20

A Rede Globo (também conhecida como TV Globo ou simplesmente Globo) é uma rede de televisão brasileira que iniciou suas atividades no dia 26 de abril de 1965, no Rio de Janeiro. Foi fundada e dirigida pelo empresário Roberto Marinho até sua morte, em 2003, quando passou ao controle de seu filho, Roberto Irineu Marinho. Atualmente, a emissora é uma das maiores de toda a América e a quarta maior do mundo, assistida por 80 milhões de pessoas diariamente.[1][2] A empresa faz parte do grupo empresarial Organizações Globo. A matriz da empresa encontra-se no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O departamento de notícias está situado no Jardim Botânico, e seus principais estúdios de produção localizam-se no complexo conhecido como Projac, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. Em 2007, a Globo alterou suas operações analógicas com o propósito de construir uma produção televisiva em alta definição para a televisão digital.

História

Em Julho de 1957, o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, aprovou a concessão de TV para a Rádio Globo e, em 30 de Dezembro do mesmo ano, o Conselho Nacional de Telecomunicações publicou um decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à TV Globo Ltda. Sendo assim a TV Globo do Rio de Janeiro foi criada no dia 26 de Abril de 1965.

 Início da expansão

Em 1966, a TV Globo chegou a São Paulo com a aquisição do canal 5 que, desde 1952, funcionava como a TV Paulista, de propriedade das Organizações Victor Costa. Em 5 de Fevereiro de 1968, foi inaugurada a terceira emissora, em Belo Horizonte, e as retransmissoras de Juiz de Fora e de Conselheiro Lafaiete, além de um link de microondas que ligava o Rio de Janeiro a São Paulo.

As primeiras emissoras afiliadas à Rede Globo foram a TV Triângulo (Rede Integração de Uberlândia), TV Gaúcha (RBS TV Porto Alegre), no ano de 1967, e TV Anhanguera (Rede Anhanguera), em 1968.

 O acordo com a Time-Life

Em 1967, Roberto Marinho assinou um contrato de colaboração entre a Globo e o grupo Time-Life. O acordo parecia ir contra a lei brasileira, na medida em que dava a uma empresa estrangeira interesses em uma empresa nacional de comunicações, recebendo severas críticas, vindas principalmente do grupo Diários Associados, controlado por Assis Chateaubriand, que era dona da TV Tupi, a mais antiga emissora de TV da América Latina. Mas o acordo deu vantagens decisivas a Roberto Marinho. Vantagens da ordem de seis milhões de dólares, enquanto que a melhor emissora do grupo Tupi tinha sido montada com trezentos mil dólares. Foi o embrião para a criação da futura rede de televisão. No entanto, o acordo não foi considerado ilegal, pois previa apenas colaboração tecnológica e financeira, que, dada a polêmica, foi encerrado, e a dívida adimplida ao longo da década de 70.

 O início da Rede Globo

O início da TV Globo como uma rede de emissoras afiliadas por todo o país se dá a partir de 1969, quando entrou no ar o “Jornal Nacional“, primeiro telejornal em rede nacional, ainda hoje transmitido pela emissora e líder de audiência nacional. O primeiro programa foi apresentado por Hilton Gomes e Cid Moreira.

Em 21 de Abril de 1971, entrou no ar a TV Globo Brasília, no canal 10, apresentando uma partida do Vasco contra o Flamengo — ao vivo do Rio de Janeiro — e o programa Som Livre Exportação.

Em 1971 também entrou no ar o “Jornal Hoje“.

Em 1972 foi inaugurada a TV Globo Recife. Também naquele ano a Globo participou do pool de emissoras que efetuou a 1ª transmissão nacional e oficial em cores, junto com as concorrentes Tupi, Record, Bandeirantes entre outras. A televisão mostrou a abertura da Festa da Uva, em Caxias do Sul, em 19 de Fevereiro.

Em 31 de Março de 1972, (dia da inauguração do sistema de televisão em cores no Brasil), a TV Globo exibiu o especial “Meu Primeiro Baile“, o primeiro programa da televisão brasileira inteiramente gravado em cores. Em 1973 estreou o “Globo Repórter“, ainda hoje transmitido pela emissora.

Ainda em 1973 entrou no ar o programa “Fantástico“, também líder de audiência e ainda hoje transmitido aos domingos. A partir de 28 de Abril de 1974, passou a ser transmitido em cores. Em 1977 toda a programação da emissora passa a ser a cores. Em 1982 a emissora implantou a transmissão via satélite.

Sede da Rede Globo, no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Sede da Rede Globo, no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

A década de 1970 é o momento em que a Globo começa a construir o que seria chamado de “Padrão Globo de Qualidade”, em que o horário nobre é preenchido com duas novelas encaixadas por um telejornal curto e sintético, uma telenovela que seria chamada a partir de então de “novela das oito” e, depois, uma linha de shows, filmes ou o “Globo Repórter“, sempre com bastante regularidade de horário e programação. Este padrão nada mais é do que a chamada “grade fixa”, tanto na vertical (sequência dos programas no dia), quanto na horizontal — respeito à sequência ao longo dos dias da semana — , orquestrada por Walter Clark e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (mais conhecido como “Boni”) em 1960, antes responsáveis pela programação da extinta TV Excelsior. A grade fixa é utilizada pela Globo nos dias de hoje fielmente.

Grande parte das “inovações” impostas na grade de programação e na forma de produção dos programas foi obtida graças à contratação de profissionais oriundos da TV Excelsior, cuja concessão fora cassada pelo Governo Militar em 1970, e que já operava com muitos dos parâmetros utilizados pela Rede Globo para criar seu “Padrão Globo de Qualidade”.

Este padrão seria decisivo para a conquista da liderança de audiência, pois, no final da década de 1970, as duas grandes redes, a Rede Record e a Rede Tupi, estavam se deteriorando por falta de recursos e estratégia, sobrando apenas a Globo como uma alternativa de certa qualidade.

Curiosidades

As telenovelas

A Rede Globo especializou-se em fazer telenovelas, que são vendidas atualmente para mais de trinta países. Novelas de inúmeros gêneros: comédias, românticas, atuais e de época, ambientadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, no campo, no litoral e em todos os estados brasileiros.

Existem dúvidas entre diversos críticos e especialistas se tais novelas veiculam opiniões, usos e costumes de toda a sociedade brasileira e se elas refletem a sociedade brasileira. Alguns alegam ser impossível dada a extensão geográfica e à elevada diversidade sócio-cultural do país.

Por outro lado, as telenovelas da Globo no Brasil, bem como telenovelas mexicanas no México e séries de televisão nos Estados Unidos produzem de imediato fenômenos de “massificação”, objeto de diversos estudos mas que pode ser verificado de maneira empírica e simples sem necessidades de um protocolo ou estudo experimental complexo e ao alcance de qualquer indivíduo: basta sair ao comércio de roupas e calçados, em qualquer região do país, em busca de itens que estejam em sincronia com o que surge na TV. O fato é conhecido da indústria que explora o potencial de marketing associado.

Atualmente a emissora está no Guiness Records por ter mais de 260 telenovelas já gravadas e outras quatro ainda em andamento. A telenovela-série “Malhação” está no ar de segunda-Feira a sexta-feira, desde 24 de Abril de 1995. A Globo produz também programas de variedades, séries, jornalismo e esporte.

Alguns críticos apontam as telenovelas como uma das causas da derrocada do cinema brasileiro desde a década de 1980, o que é questionado por outros, uma vez que as Organizações Globo, desde a década de 1990, tem investido no mercado cinematográfico, aproveitando sua infra-estrutura, sua experiência no formato televisivo e seus contratos com atores e diretores.

A dúvida entre vários críticos também é se a renda do brasileiro, que é baixa, levaria também o brasileiro ao cinema para ver filmes nacionais pagos, uma vez que as telenovelas são gratuitas e disponíveis em várias edições e formatos. Além disso, o público que assiste filmes norte-americanos e europeus e paga por ingresso não é necessariamente o mesmo público que assiste à Globo gratuitamente e de maneira sistemática. Por outro lado, críticos da emissora dizem que as produções cinematográficas da Globo são excessivamente comerciais e pecam em qualidade, e que a emissora não incentiva de verdade o cinema brasileiro, preferindo transmitir em sua grade a cerimônia do Óscar e não transmitindo o Festival de Cinema de Gramado na íntegra, preferindo um evento de massa a um evento mais restrito.

Jornal Nacional

Sede da Rede Globo em São Paulo

Sede da Rede Globo em São Paulo

O “Jornal Nacional” foi o primeiro telejornal brasileiro a ser transmitido em rede nacional, em 1969. Os episódios narrados a seguir são comentados por seus protagonistas no livro 35 Anos de Jornal Nacional, lançado em 2004.

  • Em 1989, criou-se uma polêmica por conta da edição do debate presidencial apresentado pelo telejornal dias antes das eleições. A emissora foi acusada de ter favorecido o candidato Fernando Collor de Mello, que disputava o segundo turno do pleito eleitoral com Luiz Inácio Lula da Silva. A TV Globo teria privilegiado os melhores momentos de Collor e os piores de Lula na edição do debate. Desde então, a emissora, como já o faziam as emissoras concorrentes, passou a apresentar os debates na íntegra, sem editá-los[carece de fontes?]. Isso evita que as escolhas que necessariamente fazem parte do trabalho de edição sejam interpretadas — às vésperas do debate com os ânimos dos envolvidos na campanha exaltados — como manipulação dos fatos.
  • O Jornal Nacional foi acusado de omitir informações sobre a campanha das Diretas Já, em 1984, porque deu a notícia do grande comício na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 25 de janeiro na mesma matéria em que noticiou as comemorações do aniversário da cidade. Na verdade, o telejornal não fazia referência ao comício na escalada da edição daquele dia, citando apenas o aniversário da cidade. “A cidade de São Paulo festeja os 430 anos de fundação”. Na chamada, o apresentador Marcos Hummel referia-se ao comício como um dos eventos comemorativos do aniversário da capital. Mas havia realmente relação entre a manifestação e o aniversário da cidade, uma vez que o comício havia sido marcado naquela data para facilitar a participação popular. Depois da chamada: “Festa em São Paulo. A cidade comemorou seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na Praça da Sé”, foi ao ar uma reportagem de Ernesto Paglia que informava claramente o conteúdo político do evento. O texto informa que milhões de pessoas foram ao Centro de São Paulo para, na praça da Sé, se reunir num comício em que pediam eleições diretas para presidente e que o evento não era apenas uma manifestação política. Cita a abertura, a música e a presença de vários artistas. A matéria mostra imagens da praça lotada e do radialista Osmar Santos apresentando os oradores. O governador de São Paulo, Franco Montoro, fez o discurso de encerramento:
Um dos passos na luta da democracia. Houve a anistia, houve a censura, o fim da tortura; mas é preciso conquistar o fundo do poder que é a Presidência da República.
 
— Franco Montoro

 

 Esportes

Sendo líder de audiência e acumulando os direitos de transmissão de competições estratégicas, a Rede Globo adota a lógica de tratamento adotada para outros tópicos como cultura e ciência, ditada por estatísticas de interesse da maioria. Sob o ponto de vista da Teoria da informação pode-se concluir que a emissora adota a antítese: jamais apresenta informação nova.

A Rede Globo possui direitos de transmissão sobre:

Futebol

Desde o final da década de 1990, ela detém os direitos sobre as transmissões das principais competições de futebol.

Fórmula 1

O direito de transmissão do campeonato de Fórmula 1 é comprado todos os anos pela Rede Globo, desde a década de 1980. A emissora detém a exclusividade sobre os direitos de transmissão das provas.

Olimpíadas

Há tempo, a Rede Globo possui os direitos de transmissão. Ela mantém há anos uma equipe pequena — normalmente 2 ou 3 comentaristas esportivos — obrigada a acompanhar todas as modalidades esportivas neste evento. O resultado é uma pronunciada baixa de qualidade, fruto da impossibilidade de um único narrador conhecer aspectos técnicos de vários esportes. Comparativamente, durante os Jogos Olímpicos de 2004, duas redes francesas de televisão se revezaram 24 horas por dia durante todo o evento. Diversos narradores diferentes e especialistas em cada esporte narravam cada competição ao público.

No Beijing 2008, a Globo foi a responsável por transmitir para todo o mundo os jogos de Voleibol de praia[3].

Além de acordos com outras modalidades esportivas.

Controvérsias

 Muito Além do Cidadão Kane

Ver artigo principal: Muito além do Cidadão Kane

Em 1993, o Channel Four (contrariando a crença geral de que seria a BBC), uma rede de TV Britânica, produziu um filme que conta a história da Rede Globo de Televisão. O documentário foi proibido no Brasil desde 1994, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Atualmente existem poucas cópias em circulação no Brasil, além de versões piratas circulando pela internet, como no site Youtube. O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos, e especialistas como Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Leonel Brizola e Washington Olivetto. O documentário jamais esteve no circuito de cinemas brasileiros e a exibição que ocorreria no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, foi proibida pelo então presidente da República, Itamar Franco.

O título original é “Beyond Citizen Kane“. Ele teve origem no personagem de Orson Welles, Cidadão Kane ou Charles Foster Kane , criado no final da década de 1940, como protótipo do magnata dono de um império de comunicação. O personagem Cidadão Kane, por sua vez, foi criado por Wells para o filme sobre William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos.

O documentário é dividido em 4 partes:

  • Na primeira parte ele mostra a relação entre a Rede Globo de Televisão e o regime da ditadura militar, no qual se vê fatos sociais que ocorram no país em decorrência do regime ditatorial.
  • Na segunda parte apresenta o acordo firmado entre a Rede Globo e o Grupo Time-Life.
  • Na terceira parte evidencia-se o poder do proprietário da Rede Globo, Roberto Marinho. Por outro lado, mostra também, o “apoio” da Rede Globo à redemocratização do país, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves.
  • Na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostra-se às claras os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília (incluindo fraudes em eleições, assassinatos encomendados por seus maiores figurões e outros).

 Eleições de 1989

A emissora é acusada de ter ajudado a eleger o candidato Fernando Collor de Mello nas eleições de 1989, através da manipulação de trechos do último debate de Collor contra Lula.

Há quem veja indícios de “manipulação” em algumas tramas de telenovelas na mesma época.

Uma delas é “Que Rei Sou Eu?“, que parodiava a situação política e econômica do Brasil em um país imaginário da Europa, em 1786, assolado em casos de corrupção, o que por outro lado, poderia beneficiar qualquer candidato da oposição ao então presidente José Sarney, não apenas Collor.

Outro caso de manipulação seria “O Salvador da Pátria“, em que um personagem matuto, chamado Sassá Mutema e interpretado por Lima Duarte, é usado por políticos inescrupulosos e se torna prefeito de uma pequena cidade do interior. A acusação seria a de que o personagem fora criado para ser identificado com o candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva, que não possui nível superior e dá declarações que são consideradas polêmicas para o nível educacional exigido dos homens políticos na época, dando a entender que Lula não seria adequado ao cargo de presidente por possuir uma falha educativa. Por outro lado, houve quem defendesse que o personagem fazia uma campanha a favor de Lula, pois mostrava um homem simples e humilde que estava preocupado com o bem-estar de seu povo.

 Diretas Já!

A Rede Globo acompanhou os primeiros comícios pelas eleições diretas apenas nos telejornais locais. Naquele primeiro momento, as manifestações não entraram nos noticiários de rede. Quando a adesão popular ao movimento cresceu, de fato, o Jornal Nacional passou a noticiar todas as manifestações de rua. No dia 25 de Janeiro, foi ao ar, pela primeira vez em rede, aquele que é considerado o primeiro grande comício das diretas, realizado na praça da Sé, em São Paulo. Naquele dia, o telejornal exibiu reportagem de dois minutos e 17 segundos sobre o tema. No entanto, a matéria criou polêmica, porque teria informado que o comício era apenas uma festa em comemoração aos 430 anos da cidade de São Paulo.

Direito de resposta de Leonel Brizola

Em 15 de Março de 1994, a Rede Globo colocou no ar durante o Jornal Nacional direito de resposta obtido pelo então governador do Rio, Leonel Brizola, após dois anos de disputa judicial [4]. Brizola havia entrado na Justiça contra a Globo em 1992, depois que o Jornal Nacional de 6 de Fevereiro daquele ano divulgou trechos do editorial que seria publicado no dia seguinte pelo jornal O Globo, intitulado “Para entender a fúria de Brizola”. O governador do Rio, que queria impedir a emissora de transmitir o desfile carioca das escolas de samba daquele ano era acusado pelo editorial de O Globo de sofrer “declínio da saúde mental” e de “deprimente inaptidão administrativa”. Na resposta que foi ao ar, lida pelo locutor Cid Moreira, Brizola dizia não reconhecer na Globo “autoridade em matéria de liberdade de imprensa” e que a emissora teve “longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou nosso país”. Brizola dizia ter sido “apontado como alguém de mente senil”. Na seqüência, argumentava: “Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que meu difamador, que tem 86 anos. Se é este o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si”.

 Eleições de 2006

Houve várias críticas à forma como a Globo fez cobertura das eleições, principalmente quanto a uma atenção exagerada a indícios negativos em relação ao PT, fato que levou a emissora a fazer, internamente, um frustrado abaixo-assinado [5] para tentar defender-se das críticas e de reportagem da revista CartaCapital [6]. Mais tarde, Rodrigo Vianna, ex-jornalista da emissora, divulga carta aberta em que critica várias das posturas da emissora, dando sua visão de como os processos se davam internamente e criticando o abaixo-assinado interno da emissora [7].

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