‘Jornal Nacional’ perde um em cada 5 telespectadores no país

A atual guerra da audiência na TV aberta já se expande além da disputa pela compra de direitos de transmissões esportivas internacionais ou o embate entre autores e suas novelas. Ela também já é visível no ranking dos principais telejornais do país.

 

Desde 2004, o “Jornal Nacional” perdeu um em cada cinco telespectadores em todo o Brasil. Na Grande SP a queda também é expressiva: – 18%.

Foi a partir de 2004 que a Record, apoiada pela Igreja Universal, passou a investir pesadamente em jornalismo (e dramaturgia), contratando várias ex-estrelas globais.

O resultado por ser visto no gráfico abaixo: 151% de crescimento em quatro anos.

Arte: Folha Online

De forma mais modesta, também o Departamento de Jornalismo do SBT tem mostrado resultados. Desde a chegada de Carlos Nascimento, em 2006, o telejornal “SBT Brasil” subiu 27% em audiência. Vale lembrar que quando Nascimento não está à frente do jornal, quando o âncora é Cesar Filho, por exemplo, o ibope do telejornal continua elevada (para os padrões da casa).

Portanto, somente a Globo tem registrado perda de telespectadores em seu jornalismo.

Caso Eloá pode pender ibope de outubro a favor da Record

Dados obtidos por Ooops! apontam que o SBT passou boa parte do dia na frente da Record nos primeiros 12 dias de outubro.

Até o dia 12, o SBT foi vice-líder absoluto nas manhãs, das 7h às 12h, com 6 pontos contra 4 da Record (e 9 da Globo).

O SBT também foi vice isolado na faixa das 12h às 18h, por 7 x 6 (e 17 da Globo).

No horário nobre, das 18h à 0h, a primeira metade de outubro foi marcada pelo empate entre SBT e Record.

Nas 24h do dia, o SBT só não venceu a Record até o dia 12 por um centésimo. Sim, caros leitores. Um centésimo de ibope rendeu o empate à Record. A emissora registrou 5,51 pontos nas 24h do dia (deve ser arredondado para 6).

Já o SBT, com 5,91, também sobe para 6.

Mas é aí que termina o sonho de vitória do SBT, porque no dia 17 houve a tragédia de santo André, e a morte da menina Eloá. E foi essa cobertura que certamente dará a vitória à Record no mês citado.

Arte: Folha Online

Quem é Legal
“Custe o que Custar”
Pouco mais de seis meses bastaram para o “CQC” da Band se tornar o melhor programa humorístico da TV aberta do país. Ainda há derrapadas e algumas brincadeiras chegam a ultrapassar a linha da grosseria…
Mas, no conjunto –texto, pautas, edição e atuação–, o “CQC” se tornou uma alternativa de humor diferenciada e, principalmente, superior ao que está aí.

O que é legal também
Canal Biography
Toda família com crianças ou jovens na escola precisa ter. Um canal que realmente dá prazer pagar para ter. Oremos para que jamais se transforme em mais um desses canais “semi” educativos, que vendem parte de seu horário para a anúncio desenfreado de aparelhos de ginástica e escadas ridículos.

Convidado dos patos da semana
André Midani
Ele viu em carne e osso o desembarque dos aliados na Normandia, trabalhou na mais prestigiosa gravadora de música clássica do mundo (a Decca), foi o pioneiro da indústria fonográfica brasileira e ainda deixa de legado um livro fabuloso, “Música, Ídolos e Poder – Do Vinil ao Download” (Nova Fronteira, 288 págs.) –que merecidamente chega à sua sexta edição.

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