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TV digital
Emissoras públicas assinam protocolo para rede única
28/11/2008, 16h00
Foi assinado nesta sexta, 28, o protocolo para a criação de um operador de rede que fará a instalação e operação da infra-estrutura de TV digital das TVs públicas brasileiras. O modelo de exploração será por meio de PPP (Parceria Público-Privada) e o contrato será de pelo menos 20 anos. Participam do protocolo a EBC (TV Brasil), Ministério da Educação, Ministério das Comunicações, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça. O projeto está inicialmente estimado para algo em torno de R$ 100 milhões ao ano, que serão compartilhados pelas diferentes emissoras participantes do consórcio e que serão pagos ao operador de rede em troca da prestação do serviço. A licitação deve ser formatada no começo do próximo ano. Será realizada uma audiência pública em fevereiro e o edital deve ser publicado em abril, para que no máximo em agosto a rede comece a ser implementada nas capitais. Há a expectativa no governo que inclusive empresas de telecomunicações se interessem em operar esta rede, além de radiodifusores e empresas que já fazem isso em outros países.
O projeto, se sair do papel como planejado, terá algumas implicações importantes. Primeiro, será o primeiro projeto de PPP no campo da prestação de serviços de rede, no caso, uma rede de TV digital aberta. Depois, será a primeira experiência de operador de rede única no mercado de radiodifusão brasileiro. Trata-se de um modelo já adotado no Japão e em alguns países europeus, mas que não é praticado no Brasil por uma opção mercadológica e estratégica das emissoras, que preferem ter infra-estruturas próprias. A rede comum das emissoras públicas, contudo, poderá eventualmente ser compartilhada pelas emissoras comerciais, que já têm manifestado interesse, segundo o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Mais canais públicos

Outra implicação do projeto é a expansão da oferta de canais das emissoras públicas. O Ministério da educação, por exemplo, que hoje tem apenas a TV Escola, mostra especial entusiasmo com o projeto. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, a rede conjunta permitiu a antecipação, em cerca de quatro anos, de um planejamento que o MEC já tinha de levar seis sinais para a TV aberta e de criar novos canais. Na verdade, o MEC planeja quatro canais: a TV Escola, que cada vez mais atenderá ao público de estudantes, um canal do professor, um canal com conteúdos das TVs universitárias e um quarto ainda sendo desenhado. Outro ministério que deverá ter um canal próprio é o das Comunicações. Segundo o ministro Hélio Costa, serão na verdade dezenas de canais comunitários que atenderão à demanda específica de cada cidade. “O que o ministério fará é coordenar a criação dos conselhos municipais que serão responsáveis pela gestão desse canal da comunidade. Isso será acompanhado nos moldes do trabalho feito pelo Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar)”, diz Hélio Costa, citando o conselho que encaminha propostas e acompanha programas como o Bolsa Família.
O Minicom acredita que estes canais comunitários terão baixo custo de operação por conta do baixo custo dos equipamentos digitais, mas ainda não está definido se o ministério é que comprará equipamentos e montará estúdios para estas TVs comunitárias. “Só precisamos evitar os erros de algumas TVs comunitárias criadas para a TV a cabo”, diz Hélio Costa.
Também deve ser aberto espaço para as assembléias legislativas estaduais nos canais da TV Câmara e Senado. A EBC também pretende abrir espaço para que as emissoras educativas locais distribuam, pela infra-estrutura a ser criada, os seus sinais digitais.

Custos

O principal apelo do projeto, segundo Franklin Martins, é a redução de custos na implantação da rede digital, já que a construção das torres, antenas, a instalação e operação de transmissores e links de satélite será compartilhado.
Hélio Costa também mostrou entusiasmo com o modelo de compartilhamento de rede que está sendo proposto. “Esse é um caminho que deveria ser seguido inclusive pelas TVs comerciais, que hoje optam por ter cada uma a sua infra-estrutura”. Samuel Possebon – TELA VIVA News

TV digital
Cultura quer oferecer estrutura para outras emissoras públicas
28/11/2008, 17h47
A TV Cultura acompanhou nesta sexta, 28, a solenidade de assinatura de protocolo para a criação da rede de transmissão digital dos sinais das emissoras públicas envolvendo EBC, TVs Câmara, Justiça, Senado, Ministério da Educação e Ministério das Comunicações. Mas a TV Cultura olha esse projeto com outros olhos. “Nós achamos que poderemos ser fornecedores de infra-estrutura para quem for explorar esta rede, pelo menos no Estado de São Paulo”, diz Paulo Markun, presidente da TV Cultura. Ele lembra que hoje a emissora paulista já é a responsável pela infra-estrutura da TV Brasil na cidade de São Paulo, cujo sinal entra no ar na semana que vem. “É um modelo bom porque eles não tiveram que investir na construção da torre e das instalações, e nós temos uma receita adicional”. Markun acredita que o mesmo modelo poderá ser praticado com as demais emissoras públicas que queiram entrar na área de atuação da TV Cultura, ou com o próprio operador de rede que for escolhido em 2009.
A emissora da Fundação Padre Anchieta, aliás, está aproveitando essas receitas adicionais para fazer a digitalização de sua própria rede. Os sinais da TV Cultura digital está em testes na capital paulista e deve passar a operar plenamente nos próximos 10 dias, segundo Paulo Markun. Samuel Possebon – TELA VIVA News

Radiodifusão
TV educativa usa consolidação de leis para tentar mudar regras
28/11/2008, 19h08
A iniciativa do Congresso Nacional de consolidar a legislação dos setores de telecomunicação e radiodifusão tem merecido uma atenção especial por parte de parlamentares e empresas nos últimos meses. Como toda proposta de consolidação, o projeto de lei 3.516/2008 não deveria alterar qualquer previsão legal existente hoje, mas apenas concentrar os dispositivos em uma única peça legal. A proposta foi aberta para consulta pública da sociedade, e sugestões de várias naturezas foram feitas. Uma delas é curiosa.
Vem da Fundação Osny José Gonçalves, dona da Rede Bela Aliança de Televisão, dona de uma concessão para uma emissora educativa em Rio do Sul/SC e com retransmissoras em cidades importantes. Pede para que as regras das TVs educativas seja amplamente flexibilizadas, permitindo que essas emissoras tenham fontes de renda. A proposta também foi acolhida pelo deputado Sandro Mabel (PR/GO), que apresentou sugestões idênticas.
Basicamente, a Rede Bela Aliança quer que as emissoras educativas possam realizar “superávit”, segundo suas próprias palavras. A fundação e o deputado pedem ainda a alteração da definição das educativas com a retirada da exigência de que suas atividades sejam “sem fins lucrativos” e a inclusão de direitos de captação de apoios culturais e veiculação de publicidade.
Caso o projeto seja aprovado, todas as leis transportadas para a consolidação são revogadas, restando apenas um único documento com as regras para as telecomunicações e para a radiodifusão. Mariana Mazza – TELA VIVA News

Programação
GNT anuncia dois novos programas independentes na grade de 2009
28/11/2008, 14h38
O canal de TV por assinatura GNT anunciou nesta sexta, 28, os dois projetos selecionados em seu pitching de 2008. “Fora de casa”, da carioca Plano Geral Filmes, e “Deixa que eu chuto”, da mineira Bemvinda Filmes, entram na grade do canal em 2009. Este ano, pela primeira vez, o processo de seleção do canal contou com um workshop com todos os finalistas.
“Fora de casa” mostrará como vivem 13 brasileiras em 13 países diferentes, abordando os motivos que as levaram a migrar, quais profissões exercem e como se adaptam às diferentes culturas. Enfermeira, cientista da NASA, cantora e mergulhadora são algumas das profissões das mulheres retratadas na série.
“Deixa que Eu Chuto” é um documentário sobre futebol feminino no Brasil e sobre a presença da mulher no esporte. O programa fará um registro do dia-a-dia das atletas e seus respectivos times de futebol feminino, além de trazer depoimentos de familiares, amigos, torcedores, especialistas e outras atletas de renome no futebol feminino.
O primeiro Pitching GNT aconteceu em 2004. Desde então, o canal escolheu série de projetos que foi selecionada e transformada em programas na grade do canal, como “Mulher procura”, “Novas famílias”, “Dilemas de Irene”, “Pet.Doc”, entre outros. Da Redação – TELA VIVA News

Serviços móveis
Grupo RBS adquire 30% da Pontomobi
28/11/2008, 12h31
O grupo de comunicação gaúcho RBS adquiriu 30% do capital da Pontomobi, empresa especializada em mobile marketing. O valor do negócio não foi revelado. Os quatro sócios-diretores da Pontomobi (Leonardo Xavier, Sergio Percope, Flávia Santos e João Carvalho) diluíram suas participações de maneira proporcional. A RBS tem, contudo, uma opção de compra futura do controle da companhia.
O grupo RBS é dono de várias emissoras de TV aberta afilidas à Globo no Sul do País, além de rádios, jornais e portais de Internet. Faltava apenas um braço no mundo móvel. “Agora vamos poder construir junto com a RBS uma oferta de mídia integrada 360 graus”, disse Leonardo Xavier, presidente da Pontomobi. Ele entende que o movimento da RBS dá mais credibilidade ao mercado de marketing móvel no Brasil como um todo. “O mobile marketing está saindo da fase de experimentação e entrando na fase que chamo de “credibilização”. Está ganhando credibilidade. E depois começará para valer a fase de consolidação”, avalia o executivo.
A venda de 30% para a RBS não trará nenhuma mudança no foco ou no trabalho da Pontomobi. “Apenas reforça o nosso posicionamento e nos dá mais força comercial”, resume Xavier. Fernando Paiva – TELA VIVA News

Livro
Pesquisadores lançam livro sobre comunicação digital
28/11/2008, 18h30
Os pesquisadores André Barbosa Filho e Cosette Castro lançam o livro “Comunicação Digital – Educação, Tecnologia e Novos Comportamentos” (Editora Paulinas), em que apresentam propostas para a democratização do acesso à informação e discutir os impactos das novas tecnologias na economia, na política, na cultura, na história, na educação, no comportamento e nos relacionamentos sociais. O lançamento será na quinta-feira, 4, a partir das 20h, no restaurante Carpe Diem, do Centro Comercial Pier 21, no Lago Sul, em Brasília. André Barbosa é assessor especial da Casa Civil. Da Redação – TELA VIVA News

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