(CDZ): OS CAVALEIROS DO ZODÍACO estreava em 1994!

Jornal/Revista: Jornal do BrasilData de Publicação:
5/11/1994
Autor/Repórter: Vera Jardim
A GUERRA DOS SUPER-HERÓIS
Desenhos disputam a audiência infantilAmericanos e japoneses estão em guerra, e o alvo é o público infantil. De um lado estão os mutantes X-Men, da Globo e do canal Fox da concorrente. De outro, os metálicos Cavaleiros do zodíaco, da Manchete. Os dois desenhos animados, lançados este ano no Brasil, são os preferidos dá garotada.Os X-Men, no ar de segunda a sexta, na TV colosso, da Globo, e às 19h30, no canal Fox da concorrente, às 19h30, no canal Fox da concorrente, surgiram há 30 anos nos Estados Unidos, em quadrinhos.
Os Cavaleiros do zodíaco, exibidos pela manhã e à tarde nos programas Dudalegria e Clube da criança, e aos domingos, às 19h, são a versão para a TV de bonecos japoneses com armaduras de metal. Os X-Men também viraram bonecos e ilustram produtos como camisetas, RPGs e revistas em quadrinhos, publicadas no pais pela Abril. A série mostra as aventuras de mutantes como Wolverine, Ciclope e Tempestade.Em exibição há dois meses no Brasil, o desenho Cavaleiros do zodíaco já é o grande sucesso da programação infantil da Manchete.
“Até a estréia da série o Clube da criança dava dois pontos no Ibope. Agora chega a sete”, conta Valéria Molina, da Sempre Propaganda, que negocia a comercialização do produto no país. Os heróis do desenho representam os 12 signos do zodíaco. “Eles aparecem quando as forças do mal tentam apoderar-se da Terra”, diz Valéria. Cada boneco dos Cavaleiros chega a custar R$ 49. Já os bonecos dos X-Men são vendidos por CR$ 15. As duas linhas estão à venda na Gibimania (Rua Jurupari 19, loja E, Tijuca).
Jornal/Revista: Folha de S. PauloData de Publicação:
4/12/1994
Autor/Repórter
VIOLÊNCIA DO DESENHO NÃO ASSUSTA ESPECTADORES
Os problemas enfrentados pelo desenho animado “Os Cavaleiros do Zodíaco” na Inglaterra – onde teve exibição proibida por conter doses excessivas de violência – não tem encontrado eco no Brasil, onde vai ao ar pela Manchete.Aqui, o desenho tem figurado entre as maiores audiências da emissora e os bonecos inspirados na série devem vender até o final do ano – segundo previsão da sua distribuidora – mais de 400 mil unidades.
A orientadora educacional do colégio Vera Cruz, de São Paulo, Ângela Fontana, não” vê Muitas diferenças entre as doses de violência contidas em “Os Cavaleiros do Zodíaco” e em outros programas infantis atualmente no ar.”O desenho apresenta uma divisão bem clara bem e mal e tem até alguns aspectos interessantes, como o respeito dos personagens por seu mestre.”Ângela, 35, identifica dois perigos na série: sua assistência por crianças pequenas sem o acompanhamento dos pais e o consumo exagerado que ela enseja -além dos bonecos, a Sempre Propaganda já negocia contratos de licenciamento de vários produtos com motivos da série.
Jornal/Revista: O GloboData de Publicação: 22/11/1994
Autor/Repórter: Jomar Nicácio
MAIS UMA FEBRE IMPORTADA DO JAPÃO
‘Cavaleiros do Zodíaco’ conquistam criançadaA Manchete deu um tiro no escuro e acertou em cheio. O seriado japonês “Cavaleiros do Zodíaco”, que entrou no ar no início do mês de setembro, fez tanto sucesso que a emissora acaba de acertar a compra de um novo pacote com 62 novos episódios. A nova etapa do seriado deve entrar no ar em janeiro.Com este novo pacote, a emissora completa o ciclo do desenho, que conta com 114 episódios.
Os desenhos vão ao ar duas vezes por dia. Uma pela manhã, no programa “Duda alegria”, e outra à tarde, no “Clube da criança”. A saída que a emissora encontrou para não queimar rapidamente os primeiros 52 episódios foi dividir cada capítulo em dois.
– Preferimos dividir o capítulo por dois dias e reprisamos sempre à tarde para as crianças que estudam de manhã – explica Eduardo Miranda, chefe da divisão de cinema da emissora e responsável pela compra do desenho. Aos domingos, a emissora exibe, às 19h, um episódio completo.Os “Cavaleiros” entraram na emissora quase por acaso. O desenho foi apresentado à direção junto com vários outros seriados japoneses que superlotam a programação da casa diariamente. E os primeiros episódios foram comprados de uma distribuidora espanhola. Por isso, na abertura do desenho aparece escrito “Los cabaleros del Zodiaco”. A nova safra, entretanto, vem do Japão.
Os 4 pontos de média no Ibope, com 8 de pico, que a emissora alcançou em apenas dois meses de exibição são agora transformados em sucesso também no comércio. Os bonecos “Cavaleiros do Zodíaco” são uma verdadeira febre nas lojas de brinquedos, onde são vendidos por R$ 50,00 a unidade. Ao todo são 18 bonecos, fabricados no Japão e distribuídos aqui pela Santoy.O novo pacote da Manchete ainda não entrou em fase de dublagem, mas Eduardo Miranda avisa que à medida que os episódios forem dublados vão imediatamente ao ar.
Jornal/Revista: O DiaData de Publicação: 18/12/1994
Autor/Repórter: Ricardo Linck
CAVALEIROS DO ZODÍACO – A INVASÃO
Um desenho japonês fatura pontos de audiência para a TV Manchete e vira febre entre a garotadaOs novos astros da garotada são um espanto: têm olhos puxados e nomes saídos dos signos do horóscopo que não tem nada a ver com a cultura oriental. Mesmo assim, os personagens do desenho Os Cavaleiros do Zodíaco, uma produção japonesa que se tornou o programa de maior audiência da TV Manchete, estão conquistando milhares de fãs mirins e, na forma de bonecos importados, já venderam 400 mil exemplares, virando o presente mais cobiçado do Natal.
“O Seiya é meu herói porque os doze cavaleiros malvados não podem com ele. E invencível”, revela o pequeno Felipe Martins Leite, 10 anos, que reúne os amigos para ver o desenho. Seiya, alias, é a identidade secreta de Pégasus, o mocinho do seriado. Tendo aprendido a lutar não entre mestres samurais, mas na Grécia, Seiya veste uma armadura mágica e é invencível também no ibope: dá picos de oito pontos de audiência, contra os mirrados quatro do Jornal da Manchete, da loura Márcia Peltier.Mas qual é o segredo do sucesso desse herdeiro do National Kid? “A história é complexa e bem amarrada, contada em capítulos iguais aos de uma novela, e a ação não pára nunca.
Além disso, eles não têm medo de mostrar sangue e violência, como esse videogame de sucesso, o Street Fighter”, explica o diretor da Divisão de Cinema da Manchete, Eduardo Miranda. Efeitos de câmera lenta e closes dos rostos dos personagens trazem ainda mais dinamismo aos desenhos.”Também é legal que os heróis viajam o mundo todo”, elogia Daniel Soares, 13 anos. Explica-se: a história acontece, ao mesmo tempo, na Sibéria, Japão, Roma e um deserto qualquer, por exemplo. E a ação se desloca mais rápida, de um lugar para outro, do que o Match 5, o carrinho veloz do velho e bom Speed Racer.Como os 52 episódios iniciais de Os Cavaleiros do Zodíaco já foram apresentados, a emissora está reprisando todos, na ordem cronológica.
“Teve muita reclamação dos espectadores porque, acho que de propósito, a série foi interrompida no auge”, conta Miranda. Segundo ele, a nova leva de desenhos deve estrear só em março do ano que vem.
OS HORÁRIOS DO DESENHO
– Já que não assistir a um episódio de Os Cavaleiros do Zodíaco significa se perder na trama, o seriado passa duas vezes ao dia – para ser visto pelas crianças que vão à escola de manhã ou de tarde. O mesmo capítulo vai ao ar pela manhã, de segunda a sexta, no Dudalegria (às 10h30), e é reprisado de tarde, no Clube da Criança (às 18h30). O desenho também reforça o ibope da Manchete aos domingos, às 17h, mas num formato maior, com uma hora de duração. Nesse dia, a audiência pulou de um para quatro pontos.Cavaleiros do Zodíaco chegou às lojas de brinquedos. Desde setembro, já foram vendidos mais de 400 mil bonecos importados e é preciso entrar numa enorme lista de espera para comprá-los.
Foi uma surpresa – a expectativa de vendas da Samtoy (representante no Brasil) era de 80 mil até 95. “As mães deixam o telefone para a gente ligar quando tivermos”.Mas, agora, não temos nenhum. E a procura continua grande”, avisa a sub-gerente Marlene Santos, da loja Circus do Rio Sul.Os bonecos são do mesmo tamanho dos Comandos em Ação, por exemplo, mas ficam maiores, pois têm armaduras coloridas de metal que vão sendo acopladas ao corpo, como num cavaleiro medieval. O preço é salgado: custam R$ 53 cada. Mas a garotada. ”Comprei três cavaleiros e minha mãe me prometeu o Pégasus (o herói Seiya, quando veste a armadura) de Natal”, diz o colecionador Fernando Müller, 11 anos. Há ainda um detalhe que é um verdadeiro golpe de mestre para ajudar nas vendas: como os cavaleiros representam as constelações do Zodíaco, cada fã se identifica com o signo e, claro, compra.
Jornal/Revista: O Globo Data de Publicação: 14/5/1995
Autor/Repórter: Marcelo Migliaccio’
CAVALEIROS’: O FIM
O desenho animado Cavaleiros do zodíaco”, fenômeno mercadológico do momento, está com os dias contados: os inéditos deixam a TV em outubro e as reprises, dois meses depois. Maior audiência da Rede Manchete, a animação deixou de ser produzida, informam os japoneses. Pobre criançada. Há mercado negro de figurinhas do álbum nas bancas e os bonecos dos heróis da série são disputados a mordidas e beliscões em pracinhas de todo o país.Mas quem não tem filhos ou tempo para assistir ao desenho deve se perguntar qual a razão da devoção dos guris. Nada em especial. Talvez a mesma fascinação que super-heróis veteranos despertaram em outras gerações.
Muita gente vestiu-se de Batman, de Jeannie, ou tentou distribuir sopapos nos coleguinhas imaginando-se Nacional Kid.Em “Cavaleiros”, foram usadas modernas técnicas de animação para contar histórias que misturam figuras zodiacais, as mitologias nipônica e grega e muito quebra-pau. O estopim é a usurpação do reino da deusa Tena.Da mesma forma que as brigas entre Tom e Jerry e as mau-caratices do Picapau (desenho que chegou a ser proibido em alguns países) não nos deixaram maus para o resto da vida, os extermínios em série promovidos pelos “Cavaleiros” não devem assustar ninguém. Se a violência ficasse restrita aos desenhos animados, viveríamos num mundo bem melhor.
Jornal/Revista: Jornal do BrasilData de Publicação: 5/8/1995
Autor/Repórter: Vera Jardim
À CAÇA DO PÚBLICO
Programa ajuda Manchete a medir a sua audiénciaInconformada com os resultados das pesquisas de audiência, que sempre a apontam como a lanterninha das emissoras, a Manchete decidiu reagir, indo atrás da audiência naquele Brasil que os institutos de pesquisa desconhecem. Ou seja, fora do eixo Rio-São Paulo, onde seus programas perdem feio para a concorrência.
Para se ter uma idéia, Cavaleiros do zodíaco, a maior audiência da emissora, alcança apenas seis pontos nessas duas capitais.Para tentar melhorar este panorama, a emissora do Russel resolveu criar um programa que, usando o artificio de premiar os espectadores, vai tentar descobrir quem, afinal de contas, assiste à sua programação. “Os institutos de pesquisa ainda não medem índices em outras praças, daí a idéia de fazermos essa pesquisa interativa. Queremos saber onde temos mais audiência”, explica Conrado Nobre, responsável pelo departamento de projetos especiais e promoções da Manchete e autor da idéia.
Chamado Disk pesquisa, o projeto começa nesta segunda-feira,às 19h, durante a exibição da novela Além do horizonte. Para apresentá-lo, a emissora resgatou Aidê Mirando, 68 anos, a primeira garota-propaganda da TV carioca. “Aidê vai aparecer antes de cada capítulo da novela, comentando o gancho deixado no dia anterior, fazendo a pergunta-chave da promoção e apresentando outras questões que o público responderá por telefone”, explica Conrado.
Para se tornar mais atraente, o Disk pesquisa (que também tem como objetivo divulgar a novela argentina e preparar tereno para Tocaia grande, que ,arca a retomada da produção da emissora em dramaturgia) vai distribuir um prêmio diário, equivalente a R$ 200, uma TV a cores no sorteio semanal e um carro zero quilometro no final da promoção, dia 25 de setembro. Feita em parceria com a MH Telecomunicações e a Telesp, a promoção deixará três números abertos 24 horas ao público: 0900-110671, 0900-110672 e 0900-110673. As ligações custam R$ 3, debitados nas contas.
AIDÊ FOI PIONEIRA NOS COMERCIAIS
Ela é do tempo em que os comerciais de TV eram feitos ao vivo e o cachê pago em mercadorias. Seu rosto foi o primeiro a aparecer em um telecomercial. Nos primórdios da televisão brasileira, Aidê Miranda era uma espécie de faz-tudo da TV Tupi: cantava, atuava e diariamente agradecia ao público pela audiência no final da programação, ao lado do indiozinho símbolo da Tupi.O comercial no qual Aidê inaugurou a profissão de garota-propaganda no Rio foi o das Casas Gebara, de tecidos. “A empresa patrocinava o Grande Teatro Gebara. Naquele tempo recebi várias peças de tecido como pagamento”, lembra. A partir daí, Aidê fez comerciais para muitos outros anunciantes, até que foi contratada, a peso de ouro, para ser garota-propaganda exclusiva da joalheria Jaguarê.
“Meu salário na Tupi era de 15 mil-réis e o anunciante aumentou para 50 mil”.Aidê começou sua carreira no rádio Tupi. Ficou anos nas Emissoras Associadas, e depois três na TV Rio.”Acabei saindo do Rio para trabalhar numa emissora de TV em Recife, onde me casei em 1961″. De volta ao Rio, conseguiu retomar a carreira de atriz. “Fiz algumas participações em novelas como Lua cheia de amor e Sonho meu, da Globo”, conta Aidê.No Disk pesquisa da Manchete, a simpática vovó que nunca teve filhos vai simbolizar o telespectador de classe média que vibra com as cenas das novelas. “Assim como fazia na época que não havia videotape, vou usar basicamente o improviso na hora das gravações”, garante. Mas é como dubladora que Aidê vem conseguindo se manter. Contratada do estúdio VTI Filmes, no momento ela dubla para a Cine Vídeo uma novela argentina que será exibida em Portugal.
1ª ABERTURA DA MANCHETE
2ª ABERTURA DA MANCHETE
fonte: Forúm Natelinha

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